
Como é possível identificar uma cédula falsa? Vocês já pensaram sobre isso? Conhecendo a cédula verdadeira. Primeiro, conforme especialistas em antifalsificação dizem, se você quer conhecer uma um dinheiro, se ele é falso ou não, você tem que conhecer muito bem o verdadeiro. Então, a gente consegue identificar o que é falso e o que não é.
Assim, para sabermos se um governo está exercendo bem a sua autoridade, nós precisamos conhecer primeiro os princípios bíblicos de uma autoridade a serviço de Deus, para evitarmos escolher maus governantes e votar com responsabilidade. Diante da proximidade das eleições, nós resolvemos interromper o Evangelho de Marcos no dia de hoje (13/09/2026) para que possamos conhecer os princípios da autoridade que está a serviço de Deus e assim podemos votar com responsabilidade em Romanos capítulo 13 verso de 1 a 4. Nesse texto não tem todos os princípios, mas tem os básicos para nos orientar segundo a palavra de Deus.
Diz assim a Palavra de Deus em Romanos 13:1-4:
1 Que todos estejam sujeitos às autoridades superiores. Porque não há autoridade que não proceda de Deus, e as autoridades que existem foram por ele instituídas.
2 Assim, aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus, e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação.
3 Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Você quer viver sem medo da autoridade? Faça o bem e você terá louvor dela,
4 pois a autoridade é ministro de Deus para o seu bem. Mas, se você fizer o mal, então tenha medo, porque não é sem motivo que a autoridade traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar quem pratica o mal.
O Contexto de Romanos 13: Da Doutrina à Prática
Para entender Romanos 13:1-4 sem cometer erros de interpretação, precisamos olhar para o contexto da carta:
Romanos 1 a 11: O apóstolo Paulo apresenta a doutrina da justificação pela fé.
Romanos 12 a 16: Paulo ensina como aplicar essa doutrina na prática:
– Com Deus (Rm 12:1-2): Oferecendo o corpo como sacrifício vivo e renovando a mente através do Evangelho.
– Com a Igreja (Rm 12:3-14): Vivendo como membros de um só corpo em Cristo.
– Com os Descrentes e Inimigos (Rm 12:14-21): Vencendo o mal com o bem e não fazendo justiça com as próprias mãos. Rm 12.21 “..Não se deixe vencer pelo mal, mas vença o mal com o bem”. Muitas vezes “vencer o mal com o bem” é aceitar a justiça feita pelas autoridades superiores. Pois, não devemos ser vingadores, uma vez que não temos autoridade dada por Deus para fazermos justiça com nossas próprias mãos. Isso é responsabilidade das autoridades superiores.
1. A Origem e os Limites das Autoridades Civis
“Todos devem sujeitar-se às autoridades superiores, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Assim, aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus, e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. “ — Romanos 13:1-2
Paulo começa falando aqui de maneira geral sobre autoridade e depois parte para o específico, ele costuma fazer isso. Dessa forma, toda autoridade procede de Deus (pais, reis, chefes, pastores, governadores, juízes, policiais, etc). Pedro também fala sobre isso em 1Pe 2:13–14. Essa submissão a Deus deve trazer temor, pois cada um de nós, inclusive os governantes, “prestará contas de si mesmo diante de Deus” (Rm 14:12). Contudo, como observou o reformador João Calvino, as autoridades delegadas são superiores, mas não supremas. Portanto, as autoridades delegadas por Deus à humanidade, são sempre limitadas e nunca absolutas, pois só Deus tem toda a autoridade (Mt 28.18).
E quando Paulo diz que “não há autoridade que não venha de Deus”, significa que todas as autoridades que existem neste planeta Terra estão submissas à autoridade de Deus. E isso deve trazer temor, porque a autoridade que Deus deu para os pais cuidarem dos seus filhos conforme a vontade de Deus, e se isso não acontecer, terão de prestar contas com Deus. Da mesma forma, um governante que recebeu autoridade para governar, se não está agindo de acordo com a vontade de Deus, vai ter que prestar contas com Deus, seja um governante crente em Jesus ou não, porque toda autoridade vem de Deus e por isso, todos terão que prestar contas sobre a maneira que usaram suas autoridades.
2. A Separação entre Igreja e Estado
“Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Você quer viver sem medo da autoridade? Faça o bem e você terá louvor dela” — Romanos 13:3
Então, no verso 3, Paulo agora chega no caso específico à esfera do Estado. Quando se diz que há separação entre a Igreja e o Estado, não significa que os crentes não possam se envolver com a política, mas que ambas as instituições operam em jurisdições diferentes. O que estamos afirmando é que a Igreja não pode interferir na esfera de autoridade do Estado e nem do Estado na Igreja. Por exemplo, o Estado não tem autoridade para mandar fechar a igreja por causa da pandemia, como aconteceu em muitos lugares. No máximo, o Estado tem autoridade para recomendar o fechamento, mas quem deve decidir é a Igreja. E a Igreja não tem autoridade para exigir que um presidente priorize a Igreja ou exigir que um governante descrente tenha atitudes cristãs. No máximo, a Igreja tem autoridade para advertir e recomendar governantes injustos e maus a se lembrarem dos limites da autoridade delegada a eles por Deus.
Entendemos que quanto mais políticos crentes trabalharem no Estado, melhor seria para a nação, porque,uma vez que conhecem a Palavra de Deus, provavelmente priorizarão agir dentro dos limites da autoridade dada por Deus nas Escrituras: valorizando leis que defendem o evangelho ou que pelo menos não prejudiquem a Igreja. Pois, existem leis boas e úteis para sociedade em geral que não colaboram diretamente para a pregação do Evangelho, mas também não atrapalham.
Como assim esferas diferentes? Deixe-me explicar. Segundo o teólogo e ex-primeiro-ministro holandês Abraham Kuyper (1837-1920) destacou que Deus instituiu quatro esferas autônomas na sociedade: a Família, o Indivíduo, a Igreja e o Estado. Nenhuma delas pode invadir a jurisdição da outra, e todas são igualmente submissas a Deus.
Embora no passado, Israel era um reino de sacerdotes, nação santa de Deus e luz para os povos (Êx 19.6). Neste reino onde não havia separação de atuações entre as leis civis e religiosas, essa teocracia deixou de existir. O título de nação santa foi transferido para a Igreja do Senhor, sem a interferência do Estado (por isso que as leis estatais de Israel não valem para a igreja – por exemplo: não apedrejamos adúlteros e filhos rebeldes até a morte). Sendo assim, a Igreja tornou-se a “geração eleita, sacerdócio real, nação santa”, a fim de proclamar a luz de Deus para os povos (1Pe 2.9). Parafraseado Jonathan Leeman (Autoridade Redimida):
- A Igreja, dotada de jurisdição eterna e das chaves do Reino, tem a autoridade para proclamar a justiça redentiva eterna.
- O Estado, detentor da espada e de jurisdição temporal, tem a autoridade para implementar uma justiça protecionista civil.
Isso significa que a ideia de “um governo cristão promover a verdadeira religião” é incoerente com a autoridade dada por Deus para um governo. A expansão do Reino de Deus é da jurisdição da Igreja e não do Estado. O Estado não deve impor uma religião: Não é papel do governo converter cidadãos ou estabelecer uma fé oficial. José no Egito (Gn 41:38) administrou a nação com excelência para salvar vidas durante a fome, e não para converter os egípcios. Quanto à Igreja, ela não deve ser governada pelo Estado: O governo não tem autoridade bíblica para interferir no culto ou na doutrina da igreja.
Um governante descrente pode exercer sua autoridade a serviço de Deus? Para responder, precisamos da ajuda de Daniel 2:21. Aqui aprendemos que Deus remove reis e estabelece reis (sejam eles crentes ou descrentes). Você pode acompanhar inúmeros exemplos em 1 e 2 Crônicas, 1 e 2 Reis, Juízes. O que que isso significa? Significa que a fé justificadora não é pré-requisito para receber a autoridade delegada de Deus para governar. Por isso, Rm 13.1-7 se aplica a todos os governantes (socialistas, capitalistas, ditadores, democráticos, religiosos, ateus, monárquicos etc.). Vejamos alguns exemplos:
a) Ciro “rei da Babilônia, no primeiro ano do seu reinado, deu ordem para que esta Casa de Deus fosse reconstruída” (Ed 5.13). Embora, ele tenha reconhecido que estava a mando do Deus de Israel, Ciro não cria em Deus de maneira salvífica. – O povo de Deus deve desejar um governante (crente ou não) que exerça sua autoridade para o bem de todos (de descrentes e da igreja).
b) Pilatos era um ímpio e recebeu de Deus autoridade tanto para soltar Jesus como para crucificá-lo. Sua autoridade sobre Jesus era limitada. Ele disse “Não sabe que tenho autoridade tanto para soltar você como para crucificá-lo?” (Jo 19.10). Então, Jesus respondeu (observe como ele respondeu ao ditador Pilatos): “O senhor não teria nenhuma autoridade sobre mim se de cima não lhe fosse dada.” (Jo 19.11). Pilatos não tinha toda a autoridade sobre Jesus. A autoridade que ele tinha era limitada a saltá-lo ou levá-lo à cruz, porque Deus determinou isso. Um governador humano possui apenas a autoridade que Deus está limitada pelas Escrituras. E para que a gente possa conhecer esses limites, nós precisamos ir até a Bíblia.
c) José era crente, e Faraó reconheceu isso: “Será que poderíamos achar alguém melhor do que José, um homem em quem está o Espírito de Deus? (Gn 41.38). Apesar disso, José não trabalhou para converter o Egito, mas para salvar vidas. – Um presidente cristão tem autoridade para proteger a vida e fazer justiça, não para implantar o cristianismo. Assim, como um presidente ateu não tem autoridade para perseguir o cristianismo (ou outra religião).
3. Quando a Desobediência Civil se Torna Bíblica
“pois a autoridade é ministro de Deus para o seu bem. Mas, se você fizer o mal, então tenha medo, porque não é sem motivo que a autoridade traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar quem pratica o mal.” — Romanos 13:4
A autoridade delegada é serva de Deus para o bem daqueles que fazem o bem. Gn 9:1 diz “Sejam fecundos, multipliquem-se e encham a terra.” e Gn 9:5–7 fala da proteção e manutenção da vida. Essas seriam alguns dos princípios básicos das autoridades superiores delegadas por Deus, o mandato cultural para o homem cuidar da sociedade.
A graça comum prepara o ambiente para a graça especial. Geralmente falamos tanto da graça comum, mas às vezes esquecemos dela. Por exemplo, vamos supor que tem um governante ditador, ele está perseguindo a igreja, mas ele colocou um plano de educação para ensinar as pessoas a lerem. Esse plano de educação que é parte da graça do comum vai ajudar na graça especial, porque a partir do momento que as pessoas aprenderem a ler, elas poderão ler a Bíblia, a fé justificadora vem pelo ouvir ou ler a palavra de Deus. Então, a graça comum prepara terreno para graça especial.
Outro exemplo da ação da graça comum: o Império Romano construiu ruas e estradas que no tempo certo ajudaram na propagação do evangelho através das viagens missionárias do apóstolo Paulo. Facilitou levar o evangelho mais rápido para vários lugares. Mas Roma não era cristã. Roma não gostava dos crentes. Inclusive, segundo a tradição, Nero, o imperador de Roma, foi responsável por matar o apóstolo Paulo.
Agora, precisaremos ir em Isaías 5:20, antes de prosseguirmos em Romanos 13:4 “Mas, se você fizer o mal, então tenha medo, porque não é sem motivo que a autoridade traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar quem pratica o mal.”
Isaías 5.20 traz a seguinte advertência: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem chamam mal; que fazem das trevas luz e da luz fazem trevas; que mudam o amargo em doce e o doce mudam em amargo!”. Ora, o que que Isaías está falando aqui? Ai daqueles que mudam a aquilo que Deus definiu. Se nós invertemos os sentidos, estaremos sujeitos às consequências divinas. Ai de nós!
Então, quando um governante (rei, presidente, governador, etc.) chama o mal de bem e o bem de mal, ele abandonou a autoridade delegada por Deus, de modo que a sua autoridade pode ser questionada e desobedecida. Esse governante não está mais servindo a autoridade delegada por Deus. Então quem questionar as leis que invertem os sentido definidos por deus, estará rejeitando a autoridade dos homens e não a de Deus. Porque primeiro esse governante abandonou a autoridade de Deus.
Quem decide o que é mau e o que é bom? Deus. Em Tg 4.12 está escrito: “Um só é Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e fazer perecer”. O texto está falando de Jesus Cristo. Só Ele tem toda a autoridade. Só Ele pode dizer o que é mau e o que é bom. Então, é a Palavra de Deus que define o que é bom ou mau, e não o que o governo acha ou o que a Constituição diz. Até a Constituição de um país está debaixo da autoridade de Deus. Portanto, o parâmetro de julgamento é aquilo que Deus diz que é bom ou mau, e não o que um governo ou uma Constituição afirmam. Por isso, quando um governante inverte essa ordem moral e exige que o cidadão desobedeça a Deus, os cidadãos têm o respaldo bíblico para desobedecer ou questionar suas ordens. Assim fizeram:
- As Parteiras no Egito (Êxodo 1:17): Temeram a Deus e se recusaram a cumprir a lei de Faraó que ordenava o assassinato dos recém-nascidos judeus.
- Raabe (Josué 2.1-4): Mentiu aos homens do rei para proteger os espias para preservar vidas humanas.
- Os Apóstolos (Atos 5:29): Ao serem proibidos de pregar sobre Jesus, responderam: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens”.
4. Doutrina enfatizada
Usar o desenho do martelo feito pelas crianças:
Sabe o que significa esse martelo? Ele representa a total autoridade de Jesus para quebrar as correntes do pecado e nos salvar da condenação eternamente. O poder de Deus é tremendo, e transforma a nossa vida. Só Jesus pode fazer isso. E aqui nesse texto nós temos a doutrina da soberania de Deus: “porque não há autoridade que não proceda de Deus” (Rm 13.1). Todas as autoridades estão submissas ao único Deus. Só Jesus tem toda autoridade nos céus e na terra. (Mt 28.18).
A Autoridade civil é corruptível, mas a Divina é Incorruptível
A Autoridade civil pode te salvar da condenação de um crime, mas só Deus tem toda a autoridade para te amar e salvar do inferno!
Isso é muito importante, porque quando Paulo fala no verso 4, ele diz o seguinte: “Pois a autoridade é ministro de Deus para o seu bem” — falando para o leitor da carta e para nós que a lemos hoje. E continua: “Mas, se você fizer o mal, então tenha medo, porque não é sem motivo que a autoridade traz a espada”. Não conseguiremos abordar tudo aqui por falta de tempo, mas quando o texto fala que a autoridade “traz a espada”, significa que o governo pode julgar necessária condenar o criminoso à pena de morte, pois a Palavra de Deus autoriza o Estado a aplicá-la (Gn 9:6; Ex 2:12; Jo 19:10-11). Alguns governos não fazem isso, outros fazem. Os que fazem estão exercendo a autoridade de Deus para isso, mesmo não sendo crentes ou não conhecendo a Sua Palavra. Nesse ponto, eles não estão errados, porque Deus lhes dá essa autoridade. Portanto, a prisão ou até mesmo a pena de morte destinam-se àqueles que fazem o mal. Quem é o ministro de Deus a quem Paulo se refere? A autoridade que serve a Deus. Novamente, lembro, uma autoridade crente ou descrente que estiver praticando coisas que Deus autoriza, então ela é uma autoridade que serve a Deus. Então eu tô enfatizando isso bem para evitar a ideia de que a autoridade serve a Deus, é só aquele exercida por um crente.
Jo 3.16–17 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.”
O que você está esperando para ser acolhido por Jesus?
Arrependa-se dos seus pecados e creia em Jesus! Sem fé em Jesus é impossível agradar a Deus e lhe obedecer.
Só Jesus tem TODA A AUTORIDADE para cuidar de ti,
perdoar, salvar da ira divina, da morte eterna,
Conceder a vida eterna, te levar para o céu
E abrigar-te em Seu amor, sem fim!
Só Ele tem autoridade para isso.
Jesus está disponível nesta noite para você aqui e quem está online também. O Senhor conhece o nosso coração, ele tem toda a autoridade para isso. Ele sabe o que você tá pensando, ele sabe o que você está falando, ele sabe exatamente o que você precisa, porque ele nos conhece. Só ele tem autoridade para nos conhecer inteiramente, não só agora, mas no passado, no presente e na nossa eternidade. Se estivermos com Cristo hoje, estaremos com ele na eternidade. E é muito bom estar com o Senhor.
5. Como Votar com Responsabilidade Bíblica
Algumas aplicações adaptadas do livro Autoridade Redimida (Jonathan Leeman) para votarmos com responsabilidade.
1. Verifique, com base nos princípios das Escrituras, se o que Deus autorizou o governo a fazer pode ser encontrado nas propostas dos partidos e candidatos:
a) Bons candidatos protegem e defendem a vida: Avalie se o candidato defende a preservação da vida e se opõe a pautas como o aborto e a cultura de morte (Gn 9:1-6; Mt 2:16). Eles não podem ser como o Rei do Egito que não usou corretamente sua autoridade delegada por Deus, por isso as parteiras temeram a Deus e desobedeçam a lei do aborto do Egito (Êx 1:17). Nem podem ser como Herodes, que também autorizou matar milhares de crianças (Mt 2:16). Na tentativa de matar o Salvador ainda bebê, ele autorizou a matança das crianças. Foi muito sangue derramado. Crianças até mesmo dentro do ventre possivelmente foram mortas, pois a Palavra de Deus relata que a ordem era para bebês de dois anos para baixo.
b) Bons candidatos não tentam converter a nação nem criminalizam a liberdade religiosa, mas se for um cristão no governo, deve buscar preparar o caminho para os peregrinos em sua jornada.
– José usou corretamente sua autoridade, ao salvar a vida de muitos e trazer paz. (Gn 50.20–21) “Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem, para que hoje fosse preservada a vida de muitos. Por isso, não tenham medo. Eu sustentarei vocês e seus filhos. E assim os tranquilizou e lhes falou amavelmente”. Deus transformou o que eles fizeram em mal para José em coisa boa, para que José pudesse salvar vidas, inclusive dos irmãos, seus inimigos. Não era o que Paulo estava falando no final do capítulo 12? “Não se deixe vencer pelo mal, mas vença o mal com o bem”. Foi o que José também fez.
– Outra coisa, José não buscou converter o Egito, mas fazer a vontade de Deus, servindo a todos, crentes e descrentes, protegendo a vida. Resultado? Isso fez José preparar o caminho para o Faraó receber o povo de Deus. Gn 45:16–18 diz “Chegaram os irmãos de José. E Faraó e seus oficiais ficaram contentes com a notícia. Então Faraó disse a José: Diga aos seus irmãos que façam o seguinte: carreguem os animais e voltem para a terra de Canaã; peguem o pai e as famílias de vocês e venham para junto de mim. Eu lhes darei o melhor da terra do Egito e vocês comerão a fartura da terra”. A boa administração de José, um servo de Deus, preparou caminho para o povo de Deus ser recebido pelo Egito. Então, um presidente crente, por exemplo, uma das coisas autorizadas por Deus é administrar bem, sendo a favor de leis que possam favorecer o povo de Deus ou que pelo menos não atrapalhe ela, de tal forma que a Igreja possa contar com a simpatia do povo (At 2.45). É uma missão desafiadora, mas José conseguiu fazer isso.
c) Bons candidatos desenvolvem boas políticas monetárias, de bem-estar social para o bem de todos (crentes e descrentes). José recebeu um Egito à beira do caos, mas com boa administração e políticas, o preparou por 7 anos para vencer 7 anos de fome (Gn 41:33-36).
d) Bons candidatos protegem as estruturas básicas do casamento e da família para que as pessoas sejam “frutíferas e se multipliquem”.
– O governo tem autoridade para defender o casamento entre um homem e uma mulher (Gn 2.18), mas não tem autoridade para redefini-lo, para incluir pessoas do mesmo sexo. Pois, tal redefinição impede a multiplicação natural ordenada por Deus. Pessoas do mesmo gênero podem adotar, mas não podem haver filhos biológicos entre pessoas do mesmo gênero. Então o governo não tem autoridade dada por Deus para redefinir o casamento. Quem diz o que é casamento é Deus, definido em sua Palavra.
– O governo tem autoridade para desenvolver políticas educacionais, mas não para interferir na soberania de bons pais na educação de seus filhos. Eu quero enfatizar “bons pais”, porque tem pais que não são bons. Eu estou me referindo aqui aos pais que são bons, no sentido de cuidarem dos seus filhos e ensinam seus filhos (Dt 6.7). Outra coisa a nossa Constituição Federal, artigo 229, fala: “Os pais têm o dever de assistir, citar ou assistir, criar e educar os seus filhos menores.” O governo deve respeitar a liberdade dos pais em escolher a melhor forma de ensino. Eles podem legislar, criando regras, mas escolher a modalidade de ensino, se vai ser homeschooling ou se vai ser escola, isso é autoridade dos pais (Esfera da Família), porque Deus deu à família essa autoridade e o governo não pode ferir essa autoridade. Se estiver ferindo, está indo contra a autoridade que Deus deu para o governo. O Governo tem autoridade para criar planos de educação, seja na escola ou seja em casa. Mas não para obrigar os pais a escolherem uma modalidade de ensino. Então isso precisa ficar claro quando a gente for escolher propostas de políticos e partidos.
2. Nenhum governo tem autoridade para tomar o lugar de Deus
a) O Estado não é Deus e, portanto, falham, por isso como cristãos devemos advertir os políticos que praticam a injustiça, sem desonrá-los nem os insultar. Como Jesus advertiu Pilatos, assim devemos fazer com uma autoridade superior. Jesus não usou nenhum termo pejorativo. Nada saiu da boca dele que seja pecaminoso (1Pe 2.22). Salmos 2:10-11 nos orienta sobre isso. Diz assim: “Agora, pois, ó reis, sejam prudentes; deixem-se advertir, juízes da terra. Sirvam o Senhor com temor e alegrem-se nele com tremor”. Então, advertir com respeito às autoridades que elas estão indo pelo caminho errado, não segundo a Palavra de Deus, é autoridade da Igreja fazer isso. Não é errado, não é pecaminoso, mas é bíblico.
b) O Estado não é Deus e, portanto, não tem poder de dar a vida eterna. Só existe um Salvador, que dá vida eterna, seu nome é Jesus. Tem muitos que tratam o Estado como se fosse uma mãe. Todas as mães vão morrer nesse mundo, porque o salário do pecado é a morte, sendo assim todos nascem e morrem um dia. Então o Estado é temporário. Ele vai existir para sempre nem tem poder para dar vida como uma mãe. Então nós temos que olhar para o Estado, não como uma mãe, mas como um servo do Senhor que está aqui para fazer o bem aqueles que fazem o bem. A Palavra de Deus fala uma mãe pode esquecer seu filho, mas o Senhor jamais esquecerá (Is 49.15). Então, o amor de Deus é superior ao ao amor de mãe ou de pai. O amor de Deus é incrível, não dá para dimensionar. Só existe um Salvador e não é um político, não é um partido, não é nenhuma pessoa de carne osso. Só existe um Salvador, Jesus Cristo. Ele não é somente homem, mas também é Deus. Ele é eterno, perfeito, sem pecado. Ele é santo. Só ele pode dar a vida eterna. Só nele podemos ter a vida eterna, porque esse nome tem poder, Jesus. Fp 2:9–11 “Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai”.
Queridos irmãos, melhor do que votar com responsabilidade nas próximas eleições é nos entregarmos a Deus, o dono de tudo e de todos. Ele é o Deus eterno que possui toda a autoridade — inclusive para nos dar uma nova vida, nos salvar e nos manter firmes quando governos opressores agem como instrumentos de sua justiça. Quando Deus permite que um governo passe a perseguir a igreja, vemos o juízo divino sendo colocado em prática. Infelizmente, muitos cristãos, em vez de buscarem a salvação em Cristo e a orientação em Sua Palavra, colocaram sua esperança em partidos políticos e em seus próprios desejos. Parece ser isso que estamos vendo acontecendo no Brasil. Então, precisamos orar. Por isso, Paulo fala: “Ore pelas autoridades” e “pague impostos”. Pagar imposto é uma forma de mostrar bom testemunho. Então ele fala sobre isso também em Romanos 13:7. Então vamos orar pelas autoridades para que elas tenham sabedoria de Deus, se arrependam dos seus pecados e possam colaborar para que a Igreja avance ou pelo menos para que não atrapalhe a pregação do Evangelho e todos possamos viver em paz.
Preservação da Família e do Casamento: O governo deve respeitar o modelo bíblico de casamento e apoiar a frutificação, em vez de tentar redefinir preceitos criacionais [47:43].
Respeito à Soberania dos Pais: A educação dos filhos é responsabilidade primária dos pais (Deuteronômio 6:7) [48:50]. O Estado deve apoiar e respeitar a liberdade das famílias, não usurpar esse papel [49:27].
Promoção da Justiça e do Bem Comum: Procure propostas econômicas e sociais que promovam o bem-estar e a ordem civil sem gerar o caos [46:50].
Reconhecimento dos Limites do Estado: O Estado não é Deus, não é uma “mãe” [51:53] e não pode conceder a salvação. Nenhum político ou partido salvará a nação [52:39]; Só Jesus pode salvar pecadores [53:00].
A Esperança Final não Está nos Governos
Concluindo, avalie as propostas e veja o que é bom ou mau, segundo a palavra de Deus. Então, vote com responsabilidade nos partidos e candidatos que mais defendem o uso correto da autoridade que será dada por Deus. Lembre-se, Ciro era ímpio, mesmo assim foi usado por Deus. José era crente, mas não buscou converter o Egito.
E a segunda e última orientação, acima de tudo, avalie a sua vida com Deus, pois governantes e eleições vão passar, mas a Palavra de Deus jamais passará. Só ele pode nos salvar. É com ele que nós estaremos eternamente. Não é com partido A ou B. Todos esses partidos e todo o universo serão destruídos quando Jesus voltar e nós, que cremos em Jesus, viveremos numa nova criação. Então, teremos um reino cristão, porque o novo reino vai ser totalmente bom. Não haverá pecado, não haverá morte. Jesus vai reinar para sempre. Então, que possamos pensar sobre isso e considerar pelo menos algumas dessas aplicações na escolha dos próximos candidatos das eleições de outubro. Amém.
Vamos orar. Pai, obrigado pelas tuas orientações na tua Palavra. Nos ajuda, Senhor, a colocá-las em prática. Perdoa, Pai, os nossos pecados por muitas vezes ter escolhido mal. Que possamos escolher bem. de acordo com a tua Palavra, Senhor. Dá-nos sabedoria, Senhor. Dá sabedoria para a tua Igreja, pro teu povo, Senhor, para que possamos ser responsáveis com os nossos votos. Pai, que não joguemos fora o voto, anulando ou se abstendo. Mas que possamos votar com responsabilidade para a glória do Teu nome somente. E aqueles que ainda não te conhecem, Senhor, que possam te conhecer e possam ver que vale a pena se submeter à autoridade daquele que é dono de tudo e de todos, Jesus Cristo de Nazaré. É isso que nós te pedimos, te agradecemos em nome de Jesus. Amém.
Adaptação via Gemini da mensagem pregada em 13/09/2026

Pastor da Igreja Batista Reformada de Ceilândia/DF. Fundador e Editor do Ministério Justificação pela Fé. É formado em Teologia Livre pelo Seminário Martin Bucer/SP, pós-graduado em Pregação Expositiva pela FTRB/DF, e mestrando em Teologia Sistemática pelo Puritan Reformed Theological Seminary (PRTS.EDU). É Casado com Pâmela Corrêa, com quem tem uma filha, Ana Corrêa.