Tenho que confessar que 2 Pedro 2.7 sempre me deixa perplexo. Quando você lê Gênesis 19 e a descrição do julgamento de Deus sobre Sodoma e Gomorra, não há muito que te leve a pensar que “Ló, homem justo” “se afligia com procedimento libertino dos que não tinham princípios morais”, conforme relata Pedro.
Justificação
Esse ponto de nosso assunto reveste-se de grande importância, embora, talvez não pareça ser assim para todos os meus leitores. Quero tratar desse aspecto pelo menos, de forma resumida, não querendo deixá-lo inteiramente de lado. Um grande número de pessoas inclina-se por olhar apenas superficialmente as distinções entre assuntos teológicos, como se fossem questões de "palavras e nomes" apenas, revestidas de bem pouco valor. Porém advirto a todos quantos se preocupam com suas próprias almas que a falta de “distinção” entre as coisas que diferem, dentro da doutrina cristã, resulta em grande desconforto. Aconselho especialmente aos que amam a paz, que procurem ter pontos de vista esclarecidos sobre a questão à nossa frente. Sempre precisaremos relembrar que a justificação e a santificação são duas coisas distintas. Contudo, há pontos em que elas concordam e outros em que discordam. Procuremos descobrir quais são esses pontos. Portanto, no que a justificação e a santificação são semelhantes?
“...Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo…”. (Rm 5.1)
Ao assistir uma das palestras de John Piper na 27ª Conferência Fiel gostei muito da definição de fé que ouvi. Por isso, quero compartilhar com você o que aprendi.
Trecho da palestra de D. A. Carson, na Conferência Fiel 2009, onde ele fala, com base no versículo acima, sobre o problema da justificação própria – problema que nos remete desde Adão.
(1Co 6.11) - "...haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus."
Não consigo ver o mundo agir de tal forma a buscar ou mesmo desejar essa aceitação. Em minha opinião, se a humanidade quisesse ser aceita por Deus, haveria interesse em obedecê-lo, no entanto o homem busca sua autonomia, querendo ser aceito pelo Eterno. Como se Ele fosse inferior e submisso a nós!